Sábado, 18 de Maio de 2013

Um monstro em construção

Tenho um estranho fascínio por fotografias de cadastro policial.
E quando o visado desta fotografia vernacular é um futuro ditador, ainda maior é meu deleite.

Autor indeterminado, Fotografias de cadastro de Estaline, 1911-12
imagem obtida aqui

Em 1912, José Estaline foi detido, em S. Petersburgo pela Okhrana, a polícia secreta do Czar. Encontrava-se aí fugindo de um degredo interno em Solvychegodsk e em Vologda, imposto por acções de agitação política em terras do Cáucaso, e chamou novamente a atenção das autoridades por, além de escapar do castigo, publicar artigos contestatários. À data era apenas um membro muito secundário do enxame revolucionário que ferroava a monarquia russa nos seus últimos anos. Não se lhe adivinhava o poder futuro, nem as suas acções. Era apenas um monstro em construção.

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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Os Camisas

Há uma discussão que aflora periodicamente em Portugal, e que inflama ânimos, apesar duma distância temporal que começa já a ser significativa. A questão a que me refiro é da existência, ou não, duma natureza fascista em Salazar e no seu Estado Novo.
Os defensores duma, e doutra posição, substanciam frequentemente os seus pontos de vista duma forma radical, ancorados em fortes posições ideológicas.

Para alguns, essa existência é óbvia, o regime era ditatorial e nacionalista e, na sua origem, demonstrava claramente as suas afinidades. A associação do Estado Novo ao Fascismo e ao Nazismo é a mais clara forma de demonstrar a sua malignidade.

Outros porém, negam-na. Muitos deles afirmam, implícita ou explicitamente, a benignidade do regime português, demonstrando as diferenças entre este e os movimentos germânico e transalpino. Ao contrário de Hitler e Mussolini, Salazar era um ruralista e um tradicionalista. O progresso industrial e a máquina não o entusiasmavam e a pobreza fazia, a seu ver, parte da ordem natural das coisas. O seu Corporativismo era mais retórico que estrutural, era um certo ar do Tempo. O Estado Novo não era militarista e a sua violência, defendem, foi muita inferior à praticada em Itália, Alemanha e Espanha. Um dos exemplos evocados nesta defesa é o desmembramento/neutralização e silenciamento dos Camisas azuis, o movimento nacional-sindicalista de Rolão Preto, um monárquico que na fase de criação do Estado Novo tentou organizar uma estrutura semelhante aos Fasci Italiani di Combattimento.

Como em quase tudo em que há extremos, a verdade das coisas situa-se eventualmente entre eles.

Salazar não era exactamente um avatar português dos líderes italiano ou alemão. Sim, era um ruralista. Não, não gostava por aí além de multidões participativas e organizadas, a pacatez era para si quase um programa político. Não, o número de mortos portugueses resultantes da sua acção não se aproxima nem de perto, nem de longe, das cifras franquistas, nazis e fascistas, mesmo contabilizando os mortos da guerra colonial.

Porém, partir destas constatações para provar a benignidade do Estado Novo é, no mínimo, disparatado. O regime era comprovadamente antidemocrático, repressivo e censório. Manteve prisões que mereceram o título de campo de concentração, controlava de forma muito cerrada as actividades dos seus cidadãos, reprimia fortemente e sem grande pejo.
Se ideologicamente o ditador era mais um tradicionalista católico que outra coisa, e se neutralizou os camisas azuis, a verdade é que se mimetizou substancialmente a estética totalitária e a organização dos regimes seus contemporâneos. O fascismo era um comboio que alguns dos seus mais importantes seguidores queriam apanhar, e ele terá deixado a coisa correr. Também por cá se usava a saudação romana, se adoptou uma arquitectura classicizante com referências nacionalistas, se obrigou todos os jovens com frequência escolar a participar numa espécie de proto-milícia fardada - a Mocidade portuguesa.

Salazar desfez-se dos camisas azuis, mas os seus apoiantes criaram os camisas verdes. E se, como alguns dizem, esse era um ar do Tempo, Horácio Novais capturou esse ar e conservou-o em sais de prata.

Horacio Novais, Mocidade Portuguesa, sem data
imagem obtida aqui

Horacio Novais, Mocidade Portuguesa, sem data
imagem obtida aqui


oracio Novais, Mocidade Portuguesa, sem data
imagem obtida aqui





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Domingo, 12 de Maio de 2013

William Paul Gottlieb: o cronista acidental

Um artigo meu na Obvious

Delia Potofsky Gottlieb, William Gottlieb na rádio WINX,
Washington, E.U.A., cerca de 1940
Arquivos da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América




William Gottlieb,
Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Ray Brown, Milt MiltonJackson e Timmie Rosenkrantz no Downbeat, 
Nova Iorque, E.U.A.,Setembro de 1947
Arquivos da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América

Como alguns cronistas medievais, William Paul Gottlieb teve acesso muito próximo a uma corte. A sua era a legião de músicos excepcionais que, nas décadas de trinta e quarenta de novecentos, transformaram radicalmente o jazz. Era amigo dalguns dos seus editores, entrava nos camarins, alguns foram convivas na sua casa.

Mas William Gottlieb foi um cronista invulgar e acidental. Embora escrevesse colunas na imprensa e animasse programas de rádio, o seu registo mais marcante foi a fotografia. E nada, no início da sua vida, parecia encaminhá-lo para a crítica musical e para a fotografia.


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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Os crânios de Arthur Rothstein

Russell Lee, Arthur Rothstein,
Washington, Janeiro de 1938
imagem obtida aqui

Arthur Rothstein foi um fotógrafo norte-americano que pertenceu à talentosa equipa que trabalhou no departamento de informação da Farm Security Administration.

A FSA foi uma agência norte-americana criada na governação de Franklin Delano Roosevelt, no âmbito do seu New Deal, designação que englobava um conjunto de medidas de intervenção directa do Estado na economia, visando combater a chamada "Grande Depressão". A função específica da FSA era combater a pobreza rural e provavelmente teria caído no limbo do esquecimento, como outras entidades burocráticas do período, não fosse o facto de ter um departamento de informação, dirigido por Roy Stryker.

A existência desse departamento devia-se ao facto de ser necessário garantir o apoio público à iniciativas do governo Roosevelt, que enfrentava forte oposição republicana (esta defendia que a melhor forma de combater  a crise era através de uma rigorosa política orçamental e de desregulamentação, abstendo-se o estado de uma intervenção directa e sistemática). Stryker fez-se rodear duma equipa de fotógrafos e encaminhou-os para as áreas rurais com a missão de documentar os efeitos devastadores da crise e os planos em curso do governo. As fotografias deste grupo notável foram posteriormente encaminhadas para os jornais e campanhas públicas. A sua qualidade acabaria por ser marcante e é referência no campo da história da fotografia e do imaginário norte-americano. 
Mas a acção da FSA e do seu departamento de Informação foi, à época, controversa. Se para os detractores de Roosevelt, a política de apoios públicos a sectores em grandes dificuldades era inaceitável, o financiamento estatal dum projecto fotográfico daquela natureza era simplesmente um ultraje. E comparações entre os objectivos da FSA e a forma como governos totalitários da época, como os sistemas  soviético e nazi, controlavam e manipulavam a informação não deixaram de aparecer no debate público.
Consciente disso, Stryker procurou colar a acção dos seus colaboradores a uma perspectiva documental. Embora o tipo de imagens procurado e divulgado fosse determinado e controlado, visando expor o lado mais miserável da América em plena Grande Depressão, e a implementação de iniciativas do New Deal, Stryker solicitava que se evitasse a encenação e manipulação das ocorrências. Os seus fotógrafos deviam registar factos reais e interferir o mínimo no desenrolar dos eventos.

Como dito anteriormente, Arthur Rothstein fazia parte da equipa da FSA e, na Primavera e início do Verão de 1936, andou pelos Estados centrais  americanos em trabalho. E esse foi um ano sensível. Por um lado, a o país parecia castigado não só pela crise económica, como pela inclemência da natureza e do clima. Uma seca catastrófica mataria as colheitas e parte do gado nas grandes planícies, ventos inclementes criariam tempestades de poeira a partir da terra seca, e pragas de gafanhotos e roedores destruiriam o que sobrara. Por outro lado, esse era o ano em que Roosevelt lutava pela reeleição e pela continuação do seu plano de recuperação, e todas as polémicas e escrutínios afloravam nos jornais.
Rothstein conseguiria nesse ano algumas das suas mais significativas imagens, registado as tempestades de poeira e as vagas de agricultores arruinados que rumavam ao Oeste em busca de melhor sorte, um fenómeno que o escritor John Steinbeck registaria mais tarde, e de forma magistral, no romance "As vinhas da Ira". Arthur Rothstein acabaria porém, de forma inadvertida, por se ver colocado no centro das lutas políticas entre apoiantes e opositores de Roosevelt.

Arthur Rothstein,
Filho de agricultor durante tempestade de poeira,
Oklahoma, Abril de 1936
imagem obtida aqui



Arthur Rothstein, 
Carroça moderna a caminho do Oeste em busca de trabalho,
Dakota do Sul, E.U.A., Junho de 1936
imagem obtida aqui






Arthur Rothstein,
Maquinaria em quinta abandonada,
Oklahoma, Abril de 1936
imagem obtida aqui

Em Maio, ao passar pelas Badlands do Dakota do Sul, encontrou um crânio de boi ressequido e decidiu fazer uma série de imagens conjugando a ossada com a aridez daquelas terras pobres e exauridas por pastagem excessiva. Fez cinco imagens com disposições diferentes e depois encaminhou os negativos para a sede.

Arthur Rothstein,
Crânio de boi esbranquiçado em terra terra queimada pelo sol,
Dakota do Sul, E.U.A., Maio de 1936
imagem obtida aqui


Arthur Rothstein,
Crânio de boi em pastagem remota e esgotada,
Dakota do Sul, E.U.A.,  Maio de 1936
imagem obtida aqui


Arthur Rothstein,
Pastagem sobreexplorada, 
Dakota do Sul, E.U.A.,  Maio de 1936
imagem obtida aqui


Arthur Rothstein,
Pastagem sobreexplorada,

Dakota do Sul, E.U.A.,  Maio de 1936
imagem obtida aqui


Arthur Rothstein,
Terra gretada e seca,

Dakota do Sul, E.U.A.,  Maio de 1936
imagem obtida aqui

Mais tarde, um editor da agência Associated Press ,sem prestar grande atenção à legenda de Arthur Rothstein, tomou uma das fotografias como um exemplo da seca que atingira o pico nesse Verão, e assim a fez difundir pela imprensa nacional.

Os editores conservadores do The Fargo Forum, Jornal da maior cidade do Dakota do Sul, ao observarem uma cena comum após o degelo naquelas paragens , mesmo em anos de bonança, ser apresentada como prova de seca extrema, deram início a uma série de artigos que pretendiam expor o desperdício de dinheiros públicos na criação dum embuste.

Recorte do jornal The Fargo Forum, 1936
imagem obtida
aqui


Com a divulgação das outras imagens da série as críticas subiram de tom na medida em que ficou evidente que tinha havido manipulação das ossadas para acentuar o dramatismo. A polémica saiu das fronteiras de Fargo, tornou-se nacional e levou a que um porta-voz da FSA tivesse que vir publicamente defender que não se tratara de uma falsificação, e que todas as movimentações do crânio se haviam dado num raio de dois metros, descartando uma verdadeira encenação como pretendiam os críticos.

Mas o facto é que houvera um saída dos padrões documentais que a agência invocava.
As razões que estão por detrás desta variação ao método de trabalho documental que era padrão na FSA são pouco claras e vagas. Numa entrevista muito posterior, o autor das imagens defendeu-se dizendo que as encarara como um exercício formal, tentando conjugar a texturas do crânio e da terra, as rachas do solo, a luz e seu movimento este-oeste à medida que o dia avançava. Outra hipótese avançada seria a de que Rothstein usara a ossada para introduzir uma noção de escala, uma vez que, em correspondência com Stryker, este se queixara do carácter impreciso e abstracto das suas paisagens anteriores. E James Curtis, um investigador bastante crítico da pretensões de neutralidade documental da FSA, avança com ideia de que Arthur Rothstein fizera as imagens com o propósito de as usar mais tarde na promoção do filme “The Plow that Broke the Plains” .

Para a generalidade das pessoas, esta polémica parece hoje fútil e apenas explicada pelo calor da luta política naquela campanha eleitoral de 1936. Os resultados da controvérsia seriam nulos, Roosevelt ganhou por larguíssima margem ao seu opositor, e o tempo ajudou a repor as coisas em devido sítio.
Se, de facto, não nos parece sustentável dizer que o projecto da FSA estava imbuído de estrita neutralidade documental, comparar a acção do seu departamento de Informação às máquinas de propaganda dos regimes soviéticos e nazi é simplesmente um delírio. 

Afinal, a grande acusação do The Fargo Forum era a de que Stryker e os colaboradores estavam a forjar imagens duma seca severa e histórica que estava de facto a acontecer.

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Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

As operárias da Propaganda

O Office of War Information (OWI) foi uma agência governamental norte-americana criada em 1942, após a entrada do país na segunda guerra mundial. Concentrava em si a gestão de imagem e informação num país em guerra, visando estimular o patriotismo, fomentar o esforço de guerra e informar quer os cidadãos americanos quer os habitantes das terras onde o país combatia.
Enquanto estrutura herdava a componente de informação da Farm Security Administration (FSA), uma outra agência americana, criada por Franklin Roosevelt, uma oleada máquina de informação que os detractores do presidente, e do seu New Deal, descreviam como sendo um organismo de propaganda feito à imagem de congéneres de regimes totalitários seus contemporâneos, como o soviético e o nazi.

Arthur Rothstein, Agricultor e filhos...tempestade de pó, 
Oklahoma, E.U.A., 1936
Imagem da FSA,  obtida aqui


Se quanto à FSA, e ao seu programa  fotográfico, a questão ainda é alvo de discussão, se se trataria de fotografia estritamente documental, de Propaganda, ou de uma mistura das duas coisas, sobre os projectos fotográficos do OWI não há grandes dúvidas. Perpassa por eles um claro objectivo propagandístico e muitas vezes a encenação dos conteúdos é óbvia.

Uma das funções do organismo era promover a participação das mulheres na indústria de guerra americana, uma participação fundamental uma vez que grande parte da população masculina em idade combatente fora incorporada nas forças armadas, depauperando os contingentes laborais.


Emblemáticas deste propósito são as fotografias a cores de Alfred Palmer e de Howard  Hollem. Jovens mulheres aparecem de forma determinada a executar tarefas fabris e de manutenção, mostrando simultaneamente força e feminilidade. Os cenários e as poses são clara e criteriosamente escolhidos, a iluminação cuidada e as vestes das operárias raramente sujas.


Alfred T. Palmer, Acabamentos num bombardeiro B-17, 
E.U.A., Outubro de 1942
imagem do OWI, obtida aqui
Alfred T. Palmer, Operária em formação, 
Long Beach, Califórnia, E.U.A., Outubro de 1942
imagem do OWI, obtida aqui

Howard R. Hollem, Irma Lee McElroy, 
Corpus Christi, Texas, E.U.A., Agosto 1942
imagem do OWI, obtida aqui

Howard R. Hollem, Lucile Mazurek,
Milwaukee, Wisconsin, E.U.A., Fevereiro de 1943
imagem do OWI, obtida aqui

A América determinada e forte destas imagens, uma nação que queria ganhar uma guerra,  numa iconografia mais próxima da publicidade do que do documentarismo, está a anos-luz daquela que as imagens iniciais da FSA propagavam, destroçada pela Grande Depressão e necessitada do resgate do New Deal de Roosevelt.

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Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

ONTOS - Tyto alba

O nome de Cherry Kearton, um dos pioneiros irmãos Kearton que, em fins do século dezanove, iniciaram a Fotografia de Natureza, foi dado a um prémio da britânica Royal Geographical Society. Em 2012, na última edição, foi atribuído a Andy Rouse. É dele esta coruja-das-torres (Tyto alba), em pleno voo.

Andy Rouse, Coruja-das-torres (Tyto Alba), sem data,

imagem obtida aqui


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Terça-feira, 30 de Abril de 2013

Na barriga de um boi

Richard e Cherry Kearton, felino, sem data
Arquivos do Natural History Museum, Londres


Os irmãos Kearton foram os pioneiros britânicos que, em pleno século dezanove, praticamente criaram a fotografia de Natureza. Dotados de um enorme voluntarismo, venceram quer as limitações técnicas da época, quer o facto dos seus modelos, aves e mamíferos selvagens sobretudo, serem pouco dados a colaborar.
Sem uma estrutura de apoio, sem experiências anteriores para os orientar, apenas o seu grande conhecimento da vida selvagem das ilhas britânicas e a sua capacidade de improvisação lhe garantiram o sucesso. Fieis ao principio de que não havia problema que não se resolvesse "com jeito e uma corda", ficaram famosas as pouco ortodoxas estratégias para conseguir imagens, que envolviam equilibrismo, malabarismo e disfarces. Penduravam-se em penhascos, trepavam árvores, empoleiravam-se e equilibravam-se nos mais estranhos sítios. Sabedores de que a bicharada tolerava tudo menos a presença da figura humana, construíram abrigos-esconderijo a partir de animais empalhados, bois e carneiros, ou em forma de rocha. Chegaram mesmo a ter um pequeno abrigo semelhante a uma casa  rústica que carregavam pelos campos.

Richard e Cherry Kearton, Boi empalhado, 1890's
imagem obtida aqui


Este procedimento proporcionou, claro, algumas desventuras, quedas e lesões. Pequenas desgraças plenas de potencial cómico que nos fazem lembrar o humor físico dos comediantes de cinema mudo (Charles Chaplin, Buster Keaton e companhia) que alguns anos depois divertiriam milhões de espectadores pelo mundo fora. Este divertido potencial não escapou ao radar da escritor e ilustradora norte americana Rebecca Bond.

Partindo dum episódio em que os irmãos se aventuram nos campos com um boi empalhado, a escritora criou um pequeno livro infantil ilustrado intitulado "In the belly of an Ox", publicado pela Houghton Mifflin Books  de Boston, nos Estados unidos.

Rebecca Bond, capa de "In the belly of an Ox",
da Houghton Mifflin Books


Rebecca Bond, página de "In the belly of an Ox",
da Houghton Mifflin Books

Não há, tanto quanto eu sei, tradução em língua portuguesa. E é pena. Seria um livro bem vindo na biblioteca aqui de casa...

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