__________________________________________________________
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
A madeira a cores (3)
Sarah Angelina Acland, Jardim com rede de dormir, Madeira, Autocromo, 1908-1915
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
ONTOS - Phronima sedentaria
Um pequeno crustáceo, Phronima sedentaria, deambula no fundo do mar inserido no corpos cilindricos e vazios de tunicatos mortos. Os adultos da espécie depositam os seus juvenis no interior destes receptáculos.
Diz-se que o Phronima obteve razões acrescidas de interesse por ter inspirado H.R. Giger na criação do monstro extraterreste da série de filmes ALIEN, iniciada com filme homónimo de Ridley Scott.
Diz-se que o Phronima obteve razões acrescidas de interesse por ter inspirado H.R. Giger na criação do monstro extraterreste da série de filmes ALIEN, iniciada com filme homónimo de Ridley Scott.
I. MacDonald,Phronima sedentaria, 2009
imagem obtida aqui
imagem obtida aqui
__________________________________________________________
A Madeira a cores (2)
Sarah Angelina Acland, Auto-retrato com guitarra e cão, Oxford,
Autocromo,1908-15
imagem obtida aqui
Autocromo,1908-15
imagem obtida aqui
A maior parte da obra fotográfica de sarah Angelina Acland encontra-se presentemente à guarda do Museum of the History of Science, em Oxford, Inglaterra. Este espólio foi parcialmente digitalizado e é possível a consulta de imagens de baixa resolução através da Internet. Um bom exemplo a ser seguido, em Portugal, por quem guarda e zela documentos fotográficos que caíram fora do âmbito dos direitos de autor. Facilita-se o conhecimento e a investigação- coisas, como se sabe, de pouca importância...
A imagem abaixo é parte dessa obra, e trata-se de um autocromo, de cerca de 1908, com uma vista do Funchal.Sarah Angelina Acland, Vista do Funchal,Madeira, Autocromo, cerca de 1908 imagem obtida aqui
__________________________________________________________
domingo, 7 de novembro de 2010
A Madeira a cores
Sarah Angelina Acland nasceu a 26 de Junho de 1849, em Oxford, Inglaterra. O pai, Sir Henry Wentworth Acland, foi um importante professor desta cidade universitária que, conjuntamente com o deão Henry Lidell ( de quem era médico pessoal), ajudou a revitalizar a instituição universitária. Promoveu a criação de uma colecção que permitisse impulsionar os estudos das Ciências Naturais, e deve-se a ele, em grande medida a criação do Oxford University Museum.
Angelina cresce num ambiente onde notórias figuras da cultura e ciência da segunda metade do século dezanove se movimentam e cruzam, e travará conhecimento com muitas delas, nomeadamente John Ruskin, amigo intimo da família. Manter-se-á sempre solteira, gerindo a casa do pai após o falecimento da mãe, Sarah Cotton, em 1878. Depois da morte de Henry Acland, desempenhará diversas actividades beneméritas e, mercê duma confortável situação económica, gozará de uma evidente independência, livre das correntes obrigações da vida familiar.
O contacto com a Fotografia terá provavelmente sido muito precoce dado que o pai, à semelhança de muitos cientistas da época, foi um praticante desta novidade técnica. Foi igualmente uma das muitas crianças fotografadas por Charles Dodgson ( Lewis carroll). Em 1892, tornou-se uma executante de fotografia, facto raro, mas não único, entre as mulheres da sociedade vitoriana. Porém, o que em larga medida distinguirá Sarah Acland, será o pendor experimentalista. Praticará processos técnicos de grande grau de complexidade- trabalhará a platinotípia e será uma pioneira da fotografia a cores. Colaborará com Sanger Shepherd no desenvolvimento do processo que terá o nome deste, e que passava por três exposições simultâneas monocromáticas, com filtros coloridos distintos, que sobrepostas e tingidas forneciam uma imagem diapositiva a cores. Recorrerá igualmente a outros processos que entretanto irão aparecendo como o Autocromo, dos irmãos Lumière, o Dioptícromo de Louis dufay, ou o processo Paget, patenteado por G. Sidney Whitfield.
Senhora de saúde frágil, Sarah Acland irá com alguma frequência, durante o inverno, rumar a espaços de clima mais agradável que o inglês. E à semelhança do que fizera antes o seu pai, optará várias vezes pela ilha da Madeira. Será aí que, nas duas primeiras décadas de novecentos, realizará algumas das mais antigas fotografias a cores feitas em território português.
Sarah Angelina Acland, Foguetes (Kniphofia uvaria), diapositivo Sanger Shepherd, Madeira, cerca de 1905
imagem obtida aqui
Como curiosidade, pode-se acrescentar que gozava da fama de ser uma poliglota, e que no seu obituário, publicado no The Times, de 4 de Dezembro de 1930, este facto é salientado indicando que, entre outras línguas, dominava até o português.
Angelina cresce num ambiente onde notórias figuras da cultura e ciência da segunda metade do século dezanove se movimentam e cruzam, e travará conhecimento com muitas delas, nomeadamente John Ruskin, amigo intimo da família. Manter-se-á sempre solteira, gerindo a casa do pai após o falecimento da mãe, Sarah Cotton, em 1878. Depois da morte de Henry Acland, desempenhará diversas actividades beneméritas e, mercê duma confortável situação económica, gozará de uma evidente independência, livre das correntes obrigações da vida familiar.
O contacto com a Fotografia terá provavelmente sido muito precoce dado que o pai, à semelhança de muitos cientistas da época, foi um praticante desta novidade técnica. Foi igualmente uma das muitas crianças fotografadas por Charles Dodgson ( Lewis carroll). Em 1892, tornou-se uma executante de fotografia, facto raro, mas não único, entre as mulheres da sociedade vitoriana. Porém, o que em larga medida distinguirá Sarah Acland, será o pendor experimentalista. Praticará processos técnicos de grande grau de complexidade- trabalhará a platinotípia e será uma pioneira da fotografia a cores. Colaborará com Sanger Shepherd no desenvolvimento do processo que terá o nome deste, e que passava por três exposições simultâneas monocromáticas, com filtros coloridos distintos, que sobrepostas e tingidas forneciam uma imagem diapositiva a cores. Recorrerá igualmente a outros processos que entretanto irão aparecendo como o Autocromo, dos irmãos Lumière, o Dioptícromo de Louis dufay, ou o processo Paget, patenteado por G. Sidney Whitfield.
Senhora de saúde frágil, Sarah Acland irá com alguma frequência, durante o inverno, rumar a espaços de clima mais agradável que o inglês. E à semelhança do que fizera antes o seu pai, optará várias vezes pela ilha da Madeira. Será aí que, nas duas primeiras décadas de novecentos, realizará algumas das mais antigas fotografias a cores feitas em território português.
Sarah Angelina Acland, Foguetes (Kniphofia uvaria), diapositivo Sanger Shepherd, Madeira, cerca de 1905
imagem obtida aqui
Como curiosidade, pode-se acrescentar que gozava da fama de ser uma poliglota, e que no seu obituário, publicado no The Times, de 4 de Dezembro de 1930, este facto é salientado indicando que, entre outras línguas, dominava até o português.
__________________________________________________________
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
ONTOS - vespa vulgaris
Eis uma fotografia da 55º exposição anual da Royal Photographic Society of Great Britain, em 1910. O autor foi Phillip J. Barraud, membro da Royal Entomological Society.
Phillip J. Barraud, Queen Wasp -Vespa vulgaris , 1910
imagem obtida aqui
imagem obtida aqui
__________________________________________________________
domingo, 31 de outubro de 2010
Cavalos de luto
Em 1 de Fevereiro de 1908, a família real retorna de Vila Viçosa e chega a Lisboa num vapor, desembarcando junto ao Terreiro do Paço. Esperam-na alguns populares, na curiosidade que a pompa régia desperta. Esperam-na igualmente dois homens, Manuel Buíça, um professor que tentara a carreira militar e fora expulso, e Alfredo Luís da Costa, um empregado do comércio que publicava textos de polémica, ambos conspiradores ligados à Carbonária. Aquando da passagem do cortejo real, estes porão em acção o seu plano para matar o rei, Dom Carlos I, no que serão bem sucedidos. O príncipe herdeiro, Dom Luis Filipe, que resiste aos homens que disparam sobre o pai, será igualmente assassinado. Os regícidas são depois imobilizados, após confusão, tiros e golpes de sabre, e são prontamente mortos pelos polícias presentes.
A 8 de Fevereiro realizar-se-á o funeral régio, o ultimo a ter lugar em território nacional. O trajecto fúnebre inicia-se no Palácio das necessidades e passará pelo Terreiro do paço, local do acontecimento fatídico. Joshua Benoliel faz a cobertura fotográfica e das muitas chapas de vidro que gasta, salta-me ao olho um pormenor marginal. O fotógrafo, que capta os dignitários presentes, as carruagem, as coroas de flores, os auxiliares fúnebres e todos os demais aspectos deste tipo de evento, concentra-se algumas vezes em dois animais enlutados, cobertos de tecido negro. Um, Júpiter, é o cavalo do rei e também ele participa no funeral. O outro, cujo nome não descobri, é o cavalo do falecido príncipe herdeiro e a sua imagem parece-me ser a que melhor descreve o abatimento que a morte de alguém próximo acarreta. Jurar-se-ia que há, da parte do animal, um luto deveras sentido.
Joshua Benoliel, o cavalo que pertenceu ao Príncipe Dom Luís Filipe, 8 de Fevereiro de 1908
imagem obtida aqui
__________________________________________________________
Subscrever:
Mensagens (Atom)





